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OPINIÃO - 02/03/2013
Artigo 'O Povo às Ruas': uma análise da vitória do PT em Canguçu
Foto: Alan Redü
População acompanhou em grande número a posse do prefeito do PT
População acompanhou em grande número a posse do prefeito do PT
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O texto a seguir foi enviado pelo estudante de Filosofia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Alan Otto Redü:       

"O povo às ruas"
Uma Leitura Filosófica sobre o dia 7 de outubro de 2012
TOMO I I


Feito a Introdução do tema ora desenvolvido no Tomo I, retomo a reflexão sobre a manifestação popular ocorrida em Canguçu, na noite de 7 de Outubro do ano de 2012, quando esta noite entrou para a história do município, como a primeira vez que um governo de bases ideológicas populares assume a responsabilidade de governar os destinos de toda a nossa comunidade e o povo toma as ruas, palco natural das manifestações sociais comemorando a conquista do exercício máximo da Democracia...

Durante toda a história do povo canguçuense, a partir de 1857[1], quando começa sua trajetória como município constituído em formação, mas já emancipado, desde os seus Primórdios, sempre foi governado por duas correntes Políticas de Direita, ou que até os anos de Chumbo da Ditadura Militar, era governado por Intendentes, ou outros responsáveis nomeados, pelo poder dominante federal ou estadual que assim determinava quem conduzia os rumos políticos do município aqui.

Eu não tenho ciência, pelo menos de algum governo, antes da criação do Bipartidarismo, aqui em Canguçu, que tenha tido “Inspirações Marxistas” em sua base de estrutura filosófica, base esta que entende que vivemos numa luta de classes, e que quem detém os meios de produção, naturalmente subjugará aqueles que não as possui, ocasionando assim uma desigualdade e disparidade na distribuição de renda per capita, e se não houver meios ou ferramentas, através do sistema administrativo para minimizar e de certo modo erradicar esta desigualdade, a sociedade naturalmente entrará num estado de “enfermidade” onde a violência brutal entre seus integrantes, será algum de seus sintomas mais evidentes.

Detenhamo-nos após o surgimento do bipartidarismo. A Aliança Renovadora Nacional (ARENA) foi um partido político brasileiro criado em 1965 com a finalidade de dar sustentação política ao governo militar instituído a partir do Golpe Militar de 1964. [2], que depois em sua evolução se configurou hoje como o PP - Partido Progressista. E o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) foi um partido político brasileiro que abrigou os opositores do Regime Militar de 1964 ante o poderio governista da Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Organizado em fins de 1965 e fundado no ano seguinte, o partido se caracterizou por sua multiplicidade ideológica graças, sobretudo aos embates entre os "autênticos" e "moderados" quanto aos rumos a seguir no enfrentamento ao poder militar.

Inicialmente raquítico em seu desempenho eleitoral, experimentou grande crescimento no governo de Ernesto Geisel obrigando os militares a extinguirem o bipartidarismo e assim surgiu o PMDB, ou  Partido do Movimento Democrático Brasileiro, em 1980. Logo após advém a transição democrática em nosso país e no decorrer das décadas de 80 e 90, foram criados outras siglas partidárias aqui no município, e como de costume foi construído coligações, para que se chegasse ao objetivo tão almejado, o êxito nos pleitos eleitorais, sejam eles a eleição de vereadores ou o cargo máximo pretendido e acirradamente disputado, que é o de Prefeito Municipal por cada um destes partidos.

Então, casualmente no dia 1º de janeiro de 2013, quando da cerimônia da posse do Prefeito eleito, representando um Governo de aspirações populares de esquerda, comemora-se 54 anos que as tropas do M-26, [O Movimento 26 de Julho (M-26-J; M-26-7)] foi um movimento revolucionário cubano, fundado em 1954 por Fidel Castro e seus companheiros, que derrubaram o poder do ditador Fulgêncio Batista. A reforma agrária, a distribuição de remédios, as campanhas de alfabetização, os Comitês de Defesa da Revolução e, posteriormente, as Assembleias do Poder Popular, caracterizariam a ditadura do proletariado e a liberdade em Cuba.

Mas coincidências à parte e guardando as devidas proporções, são manifestações que conclamam o Povo às Ruas...  Nas palavras do eminente intelectual paulista e grande sociólogo brasileiro Florestan Fernandes: diz Fernandes (1975, p.58), “[...] a criação de um Estado nacional independente não significou, apenas, o advento de uma ordem legal que permitia adotar uma rede de instituições mais ‘moderna’ e ‘eficaz’. Ela também representou a conquista de uma escala mínima de regularidade, de segurança e de autonomia na maneira de pensar o presente ou o futuro em termos coletivos. [...]” ³

Uma escala mínima de regularidade na distribuição e manuseio, nas oportunidades e riquezas que o nosso município gera e distribui, esta será a esperança para os dias que virão, da coletividade representada numa individualidade só, e na palma das mãos desta individualidade, germinam os sonhos e as esperanças inocentes, dos corações, que tomara as ruas naquele histórico dia 7 de outubro de 2012. Dorme e confia na racionalidade desta individualidade, a fé daqueles corações que ousaram sobrenaturalmente pintar aquela noite de Vermelho...

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