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RURAL - 22/08/2017
Família Rutz é exemplo da permanência do jovem no meio rural
Foto: Arquivo Pessoal
Iasmin Rollof Rutz vive com a família em uma propriedade de 8 hectares e produz alimentos orgânicos e produtos coloniais para comercializar na Feira Sabores da Terra
Iasmin Rollof Rutz vive com a família em uma propriedade de 8 hectares e produz alimentos orgânicos e produtos coloniais para comercializar na Feira Sabores da Terra
Iasmin Rollof Rutz vive com a família em uma propriedade de 8 hectares e produz alimentos orgânicos e produtos coloniais para comercializar na Feira Sabores da Terra

Canguçu conta, hoje, com cerca de 14 mil propriedades rurais e é reconhecida como a Capital da Agricultura Familiar, sendo o município brasileiro com o maior número de minifúndios do Brasil.

Paralelamente aos números que permeiam desde a cultura até a economia local, o município carrega histórias e valores do âmbito rural que não se encontram em livros e jornais, mas são herdados pelas gerações sucessoras, encarregadas de preservar um modo de viver simples e digno.

Em meio a essas tantas estórias está a de Iasmin Rollof Rutz e da sua família, que acreditam e trabalham pela permanência do jovem no meio rural.

Iasmin vive com seus pais, Paulo Renato Braga Rutz e Eliana Rollof Rutz, e seus irmãos, Uender Rollof Rutz e Simond Rollof Rutz, que fazem da agricultura sua fonte de renda, que é composta desde o tampo de leite, produção de alimentos orgânicos e produtos coloniais, além do plantio de fumo, milho crioulo e feijão.

Em uma pequena propriedade, de aproximadamente 8 hectares, a família produz alimentos orgânicos e produtos coloniais para comercializar na Feira Sabores da Terra (clique e saiba mais), prática que já possui dois anos e, segundo os mesmos, têm ganhado a confiança da população.

Motivados pela ideia de cultivar o próprio alimento e deixar de consumir produtos cultivados pelo abuso de agrotóxicos, a família ainda defende que a monocultura é prejudicial em diversas esferas, e sua forma de produção se dá a partir da busca de um sistema de manejo que não seja tão agressivo à natureza.

As tarefas são bem distribuídas, desde o período da manhã. Todos se acordam no mesmo horário e, enquanto um ordenha a vaca, os outro tratam os porcos e as galinhas. Depois de tudo concluído, se reúnem no trabalho coletivo na lavoura.

— Trabalhamos em equipe e dividindo as tarefas para nunca ficar pesado para alguém. Além disso, a agricultura orgânica vem sendo uma ideia nova na nossa cidade, pois é mais comum que todos trabalhem com agricultura convencional e cultivo do tabaco. Estas culturas utilizam uma grande quantidade de agrotóxico e produtos químicos. Também está abrindo os olhos e a mente das pessoas que vivem no campo para que percebam outras formas de cultivo que lhes permitam ter uma maior qualidade de vida. —  destaca Iasmin.

A jovem acredita que o mérito de importância comunitária do trabalho rural não está restrito à forma de produção adotada por sua família, mas toda a comunidade rural, em igual peso, é importante para a história e para a economia local.

—  São os agricultores que movimentam a economia do município —  acrescenta.

Quanto às dificuldades encontradas no meio, ela ressalta que é necessário um olhar mais atento para as carências, como os problemas nas estradas utilizadas para escoar a produção, que nos piores momentos, ficando ilhada.

A estudante ainda aponta para os altos custos dos hectares e a falta de incentivo por parte das esferas do governo, o que acaba por dificultar ao jovem agricultor a obter um espaço próprio para o trabalho.

— Que jovem se sentirá motivado para continuar no meio rural sem um incentivo para adquirir um espaço que seja seu? — questiona.

A família, que desde sempre viveu da agricultura, sente orgulho de manter viva a tradição.

— Eu prefiro viver na zona rural para poder produzir o meu próprio alimento e não precisar depender do mercado. Eu acredito que quem vive na zona rural, vive mais tranquilo, menos suscetível a estresse. Pretendo empreender meu conhecimento na propriedade, juntamente com o meu irmão, que se formará como técnico-agroecologista neste ano. Temos muitos sonhos e um deles é o de preservar esse digno trabalho —  diz.

A herança cultural preservada pela Família Rutz reforça a importância da permanência do jovem no meio rural e solidifica o município, o valor dado ao colono, à economia e à cultura, mas também para a história. O resultado é gusrdar com carinho os frutos dessa tradição passada de geração a geração.


Informações: Felipe Madeira - Jornal Tradição Regional

 

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