Canguçu, segunda-feira, 11 de dezembro de 2017, 11h26
Compartilhe:
GERAL - 06/12/2017
Os relacionamentos abusivos e a vida real na novela
Foto: Globo.com
A violência inicial é psicológica, o abuso em questão são limitações impostas ou proibições que, sem perceber, a mulher culpa-se, compreende e desculpa
A violência inicial é psicológica, o abuso em questão são limitações impostas ou proibições que, sem perceber, a mulher culpa-se, compreende e desculpa
A violência inicial é psicológica, o abuso em questão são limitações impostas ou proibições que, sem perceber, a mulher culpa-se, compreende e desculpa

A novela começou e, mesmo sem assistir e saber do que se tratava, já estava lendo comentários a respeito da forma como o rapaz (Gael) estava tratando a moça (Clara). Assim, nas minhas primeiras cenas, presenciei um casamento e um estupro. Novela tem dessas coisas, trouxe a tona uma polêmica necessária, veio falar dos relacionamentos abusivos, despertando na gente agonia, tensão e raiva, para que, empaticamente, choque o público e excite a discussão.

Saindo da ficção para realidade a cena em questão denota o estupro marital, situação que costuma ficar muito escondida nas entranhas de nossa sociedade. Um
silêncio ensinado e consentido por uma cultura eterna, onde algumas mulheres se submetem gradativamente aos seus parceiros, tornando-se reféns não somente deles, mas de si mesmas e de sua erronia crença sobre sua própria liberdade e idéia de respeito.

O termo estupro ainda é estigmatizado, principalmente, quando é tratada no âmbito das relações afetivas. É muito difícil para uma mulher assumir que foi violentada por um companheiro da vida toda, que tem boa reputação social, pai dos filhos e trabalhador acima de qualquer suspeita.  Da mesma forma, o problema do chamado “estupro marital” ainda reside no senso comum de que as mulheres têm o dever de servir aos homens sexualmente. Inacreditável e decepcionante que isso ainda habite o pensamento popular, precisamos entender que, se não há consentimento, não existe outro nome que não seja estupro.

Atos de violência sexual e física numa relação conjugal, podem não começar de fato intenso, mas sim, brandos como ciúmes, ofensas morais, comentários desrespeitosos, diminuições intelectuais, humilhações ou desvalorizações. A violência inicial é psicológica, o abuso em questão são limitações impostas ou proibições que, sem perceber, a mulher culpa-se, compreende e desculpa.

Segunda a ONU três em cada cinco mulheres já foram vitimas de relacionamentos abusivos, destrutivos e causadores de feridas emocionais e traumas. Em 2016, 65,91% dos casos de violência contra a mulher foram cometidos por homens com quem a vítima tem ou teve algum vínculo afetivo. Além disso, dados divulgados pelo Ipea em 2014, dizem que 9,3% do abuso sexual sofrido por mulheres adultas são praticados pelos parceiros e 1,6% pelos namorados.

Tudo isso faz relação a uma violência que acontece dentro de casa e que ainda é questionada socialmente. Por esta razão, infelizmente justifica-se que, a maioria das vítimas sejam silenciadas e desacreditadas em meio a um processo profundamente penoso, baixando o número de denuncias nos Órgãos Públicos. Além disso, ainda assim mulheres permanecem em seus relacionamentos abusivos por uma série de questões, dentre elas: medo do agressor, preocupação com a criação dos filhos, dependência financeira, impunidade, vergonha, a crença de que será a última vez e o
desconhecimento de seus direitos.

Para TODAS as mulheres que aqui lêem, vou finalizar este artigo com as palavras de Regis Cardoso “se quiser ser respeitada, mulher tem que se dar ao respeito. Certo? NÃO! NÃO ESTÁ CERTO PORQUE RESPEITO NÃO É NEGOCIÁVEL”.

 

Atendimento Psicóloga Josiane Milech - CRP 07/22398
Rua General Osório, 721 - Apto 101.
Telefone: (53) 9-8409-3324 e 9-8112-5010.

Confira também:
Sábado com lojas abertas até as 18h
Canguçu ganha unidade do PROCON
Alunos da APAE distribuem abraços
Posto de combustível na General Osório inaugura em 2018
Transações Penais revertem R$ 198 mil para entidades
Lojas abrem até as 18h neste sábado
Canguçu receberá quase R$ 600 mil do Governo Federal
Prezado leitor:
- Para enviar um comentário, é preciso possuir uma conta no Facebook e fazer login nela.
- O comentário é de inteira responsabilidade do autor da mensagem e não representa a opinião do site Canguçu On Line.
 
  • Canguçu On Line
ENQUETE
Sobre a instalação de 3 semáforos entre a Av. Exército Nacional e a R. Júlio de Castilhos?
Sou a favor
Sou contra

ÚLTIMAS NOTÍCIAS
08:41:47
Lojas Frank com muitas novidades par...
08:40:52
Confira os serviços da Clínica Brasi...
08:34:07
A Afubra preparou ótimas ofertas par...
08:26:00
Escolha seu presente de natal na Mun...
08.12.17
Sábado com lojas abertas até as 18h...
08.12.17
Canguçu festeja Nossa Senhora da Con...
07.12.17
Família de Jaíne Centeno aguarda des...
07.12.17
Alunos do Colégio Aparecida lançam l...
07.12.17
Despedida de Chiquinho com jogo bene...
07.12.17
Confira as ofertas do Supermercado H...
07.12.17
Suspeito de matar Jaíne Centeno é ju...
07.12.17
Pastelaria Paz com cervejas artesana...
07.12.17
Estrela Móveis promove a Black Week...
07.12.17
Dra. Stela Maris de Azevedo Mota Ort...
07.12.17
CIEE inaugura primeira turma de apre...
07.12.17
PASA Produtos Agrícolas traz à Cangu...
06.12.17
Canguçu ganha unidade do PROCON...
06.12.17
Alunos da APAE distribuem abraços...
06.12.17
Osteoporose atinge mulheres e alemãe...
06.12.17
Clínica São Francisco com sorteio de...
+
Lidas
1
Faça sua mamografia na Radiol Centro de Diag...
2
Pastelaria Paz com cervejas artesanais...
3
Marmoraria Duarte: tudo em mármores, granito...
4
Confira os serviços da Clínica Brasil Canguç...
5
PASA Produtos Agrícolas traz à Canguçu: Ener...
6
Natal dos Sonhos é no Mundo Real ...
7
Você já conhece o Studio Stael Palivorda?...
8
Dra. Stela Maris de Azevedo Mota Ortodontia ...
9
Móveis Rústicos em madeira você encontra na...
10
Kids Mania com lindas novidades de verão...
  • Canguçu On Line
Canguçu On Line - O Jornal diário de Canguçu © 2017 - Todos os direitos reservados