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ESPAÇO DO LEITOR - 30/10/2017
Um causo por acaso, de André Pereira
Foto: André Pereira
E quanto mais histórias ou piadas sabemos, mais pessoas interessadas em ouvi-las, desejando estarem próximas pela expectativa de uma convivência divertida e agradável
E quanto mais histórias ou piadas sabemos, mais pessoas interessadas em ouvi-las, desejando estarem próximas pela expectativa de uma convivência divertida e agradável
E quanto mais histórias ou piadas sabemos, mais pessoas interessadas em ouvi-las, desejando estarem próximas pela expectativa de uma convivência divertida e agradável

Na era dos memes, basta a junção entre um texto e uma imagem engraçada para que uma piada ganhe o mundo... Mas e onde estariam aqueles bons contadores de histórias e piadas que todos nós gostávamos de ouvir?

Na verdade todos conhecemos um bom contador de histórias. Aquele amigo ou parente que consegue prender a atenção de todos simplesmente com as coisas que fluem de forma muito fácil de sua imaginação. Muitos destes contadores de histórias são também bons piadistas. E contar piada parece fácil, mas exige um nível de espontaneidade que não é acessível a todos.

Além de o sujeito ter que saber valorizar o exagero de cada situação engraçada (escutar o barulho da grama crescendo, ou do tapete desbotando são coisas possíveis em uma piada). E nem sempre o cara que escreve sobre humor, por exemplo, é um bom piadista na vida privada. O autor gaúcho Luis Fernando Verissimo, que fez esquetes para programas de sucesso na televisão, como Analista de Bagé, já disse que não tem o dom de contar piadas.

Abrindo aqui um parêntese, não é por ser meu parente, mas um dos melhores contadores de piadas (e causos) que conheço está em minha família. Trata-se de um tio que consegue fazer passar uma tarde, ou até um dia, entremeando conversas um pouco mais densas — geralmente trechos de sua própria vida — com um variado e sempre atualizado repertório de piadas.

De onde vem este tipo de vocação é um mistério, mas penso que é uma necessidade de fazer amizades, de agregar pessoas ao seu redor. De diminuir o sentimento de solidão que em alguns momentos nos visita. Porque quanto mais amigos temos menos sentimo-nos sós. E quanto mais histórias ou piadas sabemos, mais pessoas interessadas em ouvi-las, desejando estarem próximas pela expectativa de uma convivência divertida e agradável.

Há alguns anos li uma biografia do autor gaúcho Moacyr Scliar,  onde o autor discorre mais profundamente sobre essa necessidade que temos de ouvir ou ler histórias, onde  confessa que muito do nosso inconsciente está contido naquilo que contamos, e que a história contada tem três funções: imaginarmos como era o passado, mesmo de forma resumida ou caricata, preenchendo assim lacunas sobre nós mesmos e atribuindo  um significado ou valor especial ao passado; repassar regras e paradigmas entranhados nas narrativas ( vide as parábolas bíblicas); e, por último, estabelecer vínculos afetivos.

Ainda segundo o autor, a forma de narrativa literária mais perfeita é exatamente a do conto, que está mais próxima do gênero humano de contar e ouvir pequenas histórias, e que vai de encontro com a raridade com a qual nos deparamos com um bom contador de causos, ainda mais causos engraçados.   Guri de Uruguaiana e Neto Fagundes são dois bons exemplos de piadistas e bom contadores de causos; Simões Lopes Neto foi um grande contista sério, mas que nem por isso dispensava o recurso do humor. 

André Pereira da Silva é escritor canguçuense, e tem em seu currículo quatro obras publicadas: "Súbito Despertar em Copacabana", "Poder e Imagem", "A Poetisa e o Caçador" e "O  Dom Quixote Farroupilha".

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