Canguçu, quarta-feira, 2 de abril de 2025
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Com telhado deteriorado, Escola Irmãos Andradas enfrenta risco e espera por reformas

Comunidade escolar pede ação do poder público após divulgação de imagens que mostram a precariedade da estrutura.


A situação do telhado da EEEF Irmãos Andradas, uma das instituições de ensino mais tradicionais de Canguçu, tem gerado grande preocupação e comoção entre a comunidade local. Com mais de 100 anos de história, a escola enfrenta sérios problemas estruturais que afetam diretamente a qualidade do ensino e o bem-estar dos alunos.

Após a divulgação de imagens aéreas de uma escola em condições precárias, o caso ganhou grande repercussão nas redes sociais. Eduardo Silva, pai de aluno, utilizou um drone para registrar telhas danificadas e partes da cobertura comprometidas da escola, enfatizando a necessidade urgente de reparos. Em seu post, ele destacou a frustração da comunidade escolar com a falta de ação das autoridades, mesmo após vários contatos com órgãos responsáveis.

“Sabemos que o nosso Estado é um dos estados brasileiros que mais cobra impostos. Trabalhamos muito para isso. É pagar isso, pagar aquilo e em resumo a maior parte é impostos. É muita arrecadação as custas do povo”, lamentou Eduardo.

Ele ainda apontou a negligência com a situação da escola, que mantém cerca de 500 alunos, com três salas interditadas desde setembro do ano passado, devido ao risco de desabamento do telhado. Com a interdição prolongada, as turmas precisaram ser realocadas para outros setores da escola, prejudicando a rotina escolar e, consequentemente, o aprendizado dos estudantes. A situação, que já dura quase seis meses, tem causado um impacto negativo significativo, tanto para os alunos quanto para os profissionais que atuam na instituição.

Confira o vídeo divulgado:

 

Em entrevista às emissoras de rádio do município, o diretor da EEEF Irmãos Andradas, José Secundino Vargas, expressou sua frustração com a demora nas providências por parte do governo estadual. Para ele, a situação é um reflexo do descaso com a educação e com a preservação do patrimônio histórico da cidade.

A indignação do diretor é compartilhada por pais, alunos e professores, que se sentem desamparados diante do cenário. A falta de uma solução clara e urgente por parte das autoridades estaduais tem gerado um clima de incerteza e insegurança entre os envolvidos. Um protesto está marcado para esta terça-feira, dia 11.

Secretaria mantém silêncio

Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria de Obras Públicas do Rio Grande do Sul, responsável pelo reparo do telhado, não retornou os contatos. Em janeiro, reuniões foram realizadas com a secretária-adjunta Zilá Breitenbach para discutir o problema, e a pasta estipulou um prazo de 30 dias para a execução da obra, já ultrapassado.