Canguçu, sexta-feira, 4 de abril de 2025
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Enquete do Canguçu Online revela que 61,27% dos participantes defendem mudanças na concessão de pedágios na região

Enquanto isso, 35,26% dos participantes são contra a existência dos pedágios, e apenas 3,47% acreditam que o modelo atual deve ser mantido.


A concessão dos pedágios no Polo Pelotas segue como um dos temas mais debatidos na região, especialmente com a aproximação do fim do contrato da Ecosul. Diante dessa discussão, o Canguçu Online realizou uma enquete em suas redes sociais para medir a percepção da população sobre o atual modelo de concessão. O resultado evidenciou uma insatisfação generalizada com a situação atual.

Dos 346 participantes, apenas 3,47% acreditam que a concessão deve ser mantida nos mesmos moldes. A grande maioria, 61,27%, afirmou que o modelo precisa de mudanças, enquanto 35,26% se posicionaram contra a existência dos pedágios.

O debate sobre o futuro da concessão ocorre em um momento crucial. A partir de março de 2026, as rodovias BR-116 e BR-392 ficarão temporariamente sem cobrança de tarifas devido à transição entre contratos. A atual concessão se encerra no dia 3 de março, mas a nova concessão só será definida após a conclusão dos estudos previstos para abril de 2026. Até lá, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) será responsável pela manutenção das rodovias.

Além disso, a recente decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de autorizar um reajuste de 13,69% nas tarifas da Ecovias Sul também ampliou as discussões sobre o peso dos pedágios no orçamento de motoristas e transportadores. O aumento, que elevaria o valor para R$ 22,20, só entrará em vigor em 2026.

Diante dessas questões, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou a realização de audiências públicas para discutir o novo modelo de concessão dos pedágios. Canguçu está entre os quatro municípios escolhidos para sediar os encontros, junto com Camaquã, Jaguarão e Guaíba. A iniciativa visa garantir transparência e abrir espaço para que a comunidade e os setores produtivos manifestem suas opiniões.